15 julho, 2016

Design? O que é isso?

        

Design? O que é isso?


    A palavra "Design" é um termo apropriado da língua inglesa. Ainda assim a sua origem é latina, e vem do verbo "Designare" que nos possibilita dois entendimentos ambíguos: Desígnio = intenção e Desenho = Configuração.
    No entanto, apenas no Século XVII é que a expressão "Design" surgiu na Inglaterra, vindo do termo italiano "disegno". Ganhando força com a evolução da produção industrial e a criação das Escolas de Design, logo a expressão passou a caracterizar uma atividade especifica no processo de configuração de objetos de uso e sistemas de informação.
    Mas vale ressaltar, que foi os trabalhadores europeus ligados a indústria têxtil que começaram a utilizar o termo "Designers" para se apresentar profissionalmente.  A verdade é que se formos a fundo nas origens e uso da palavra Design veremos que a maioria das definições atribui ao termo, o ato de projetar e dar forma.

    No período da Revolução industrial, observamos que o Design veio com o intuito de atender a demanda de se "criar, projetar e desenvolver objetos que pudessem ser desenvolvidos em larga escala, ou seja em série.".
    Hoje, o termo design é um tanto banalizado, como exemplo, podemos lembrar que quando alguém ver algo com uma forma bonita numa loja, atribuí que essa peça "Tem design!", quando na verdade a maior parte dos produtos hoje comercializados são produtos projetados por um designer (profissional), seja de interiores, móveis, produtos, moda, etc. Veja que a revolução industrial representou o maior impacto no desenvolvimento do design, isto não significa que  não houve design antes da era moderna. Podemos considerar design todos os objetos que se criaram desde o surgimento da humanidade; mas, como o termo é muito abrangente porque inclui toda a cultura dos objetos materiais, a História do Design se inicia no momento em que esta cultura se torna uma ciência. Nossa história se inicia então no momento em que se configuram todas as ciências modernas e em que mudam os sistemas de produção: O Iluminismo e a Revolução Industrial.
  Para estudar a História do Design deveremos considerar o contexto histórico, social, cultural, tecnológico e científico de cada época, e de maneira especial a relação do Design com os movimentos artísticos que foram o marco de referencia estética. Por isso, estudamos a história da arte nos cursos técnicos da área. Veja abaixo uma linha cronológica da história do Design.     



Fonte da imagem: http://payload.cargocollective.com/

  

    Portanto, "o design, desenho industrial, projetismo ou projética é a idealização, criação, desenvolvimento, configuração, concepção, elaboração e especificação de produtos, normalmente produzidos industrialmente ou por meio de sistema de produção em série que demanda padronização dos componentes e desenho normalizado. Essa é uma atividade estratégica, técnica e criativa, normalmente orientada por uma intenção ou objetivo, ou para a solução de um problema.
    Exemplos de coisas que se podem projetar incluem muitos tipos de objetos, como utensílios domésticos, vestimentas, máquinas, ambientes, serviços, marcas e também imagens, como em peças gráficas, famílias de letras (tipografia), livros e interfaces digitais de softwares ou de páginas da internet, entre outros.
    O design recorre a algumas disciplinas como por exemplo a antropometria, a economia, a biônica, a ecologia, entre outras.
    O design é também uma profissão, cujo profissional é o designer. Os designers normalmente se especializam em uma determinada área ou atividade. Atualmente as especializações mais comuns são o design de interação, design de produto, design visual, design de moda, design de interiores e o design gráfico." (Fonte: Wikipédia.)



    O design brasileiro, como prática empírica, nasceu junto com a cultura nacional. Sinais de atividades ligadas ao design já aparecem nitidamente no século XIX, embora sem uma estrutura de ensino regular e mesmo sem seu reconhecimento como atividade distinta da arquitetura, da arte e da indústria de objetos utilitários.
    Guilherme Cunha Lima considera que Eliseu Visconti, precursor do moderno design brasileiro, foi também pioneiro no ensino dessa atividade em nosso País. Convidado em 1934 por Flexa Ribeiro, à época diretor da Escola Politécnica da Universidade do Rio de Janeiro, Visconti organiza e ministra um curso de extensão universitária em arte decorativa e arte aplicada às indústrias, adotando em seus ensinamentos a orientação de Eugène Grasset, uma das mais destacadas expressões do art-nouveau na França.
    Mas a área só começaria a ser tratada como especialidade artística diferenciada a partir da criação do primeiro escritório de design no país, o FormInform, por Alexandre Wollner, Geraldo de Barros, Rubem Martins e Walter Macedo, após a volta de Wollner da Europa em1958. Sua atividade levaria depois à fundação da primeira escola superior de design, a Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI) noRio de Janeiro, em 1963, sendo o marco inicial da profissionalização do design no Brasil.
   A primeira entidade de classe apareceu em 1987 no Rio Grande do Sul, a Associação dos Profissionais em Design do Rio Grande do Sul (APDesign). Ela seria seguida pela Associação dos Designers Gráficos (ADG, 1989), a Associação dos Designers de Produto (ADP) e a Associação Brasileira de Empresas de Design (ABEDesign), ambas de 2003.4 Em 2009 foi criada a ProDesign.pr - Associação para o Design do Paraná.

    Apesar do grande crescimento e sofisticação do setor nos últimos anos, com o reconhecimento de sua capacidade de agregar valor nos mercados e oferecer melhor qualidade de vida, com a proliferação de escolas especializadas e de profissionais capazes, incorporando recursos high-tech e várias atribuições historicamente sob o cuidado das belas artes, o design brasileiro só recentemente tem assimilado a rica contribuição do artesanato popular, ainda não foi objeto de estudos suficientes, não delineou sua história com profundidade, não desenvolveu meios eficientes para avaliar seu impacto econômico nem mereceu a atenção do poder público, não tendo condições de concorrer pelas verbas do governo para o desenvolvimento de pesquisa. Na área de design gráfico, a fonte mais utilizada é a fonte Helvetica, por se tratar de uma fonte simples e a mesmo tempo esplendorosa.  Em termos culturais o Brasil conta hoje com um museu dedicado à preservação da memória do design brasileiro, o Museu da Casa Brasileira, que mantém o mais importante prêmio do setor em âmbito nacional, o Prêmio Design do Museu da Casa Brasileira.






    Agora que sabemos o que é Design e um pouco sobre sua história, podemos nos aprofundar no Design de Interiores e sua história no Brasil. 
  Como vimos, o Design é criar, projetar, desenvolver produtos que podem ser produzidos industrialmente ou por meio de sistema de produção em série que demanda padronização dos componentes e desenho normalizado. Logo, Design de Interiores é criar, projetar e desenvolver ambientes e objetos para atender as necessidades e expectativas dos usuários.
  Deve se ter em mente que a profissão de designer de interiores surgiu como consequência do desenvolvimento da sociedade e da arquitetura. 
    Embora haja divergência entre alguns teóricos, estima-se que a atividade de designer de interiores surgiu no Egito Antigo. Ainda na era antes de Cristo, os egípcios já pensavam nos detalhes da decoração das suas casas, que eram construídas com barro. 


  
    Passando por diferentes estilos, o design de interiores sempre foi referência para todos os amantes de decoração – mesmo que indiretamente. Mas a história do design de interiores no Brasil foi fortemente influenciada pelo modernismo, um movimento que se iniciou ao mesmo tempo em que o Brasil passou por grandes transformações artísticas, desencadeadas pouco antes, durante a Semana de Arte Moderna de 1922 – composta por obras e propostas polêmicas, a busca pela criação de uma identidade própria e o desejo por libertação.
    No entanto, apenas em 2016, a atividade de designer de interiores foi regulamentada,  sancionada pelo ex-presidente Michel Temer, a Lei nº 13.369, que reconhece a profissão.
    Essa vitória só foi possível por conta da pressão feita pela Associação Brasileira de Designers de Interiores (ABD). Na época da criação da legislação, a presidente da entidade, Noura van Dijk, foi entrevistada pela revista Casa Vogue e comentou sobre a importância da regulamentação, ressaltando que a lei é muito relevante, uma vez que fixa as competências, os princípios e deveres para o exercício da profissão. Assim, fica mais fácil de se observar o que é necessário para executar a atividade.
    Existe níveis diferentes de graduação, o nível médio técnico, a graduação tecnológica e bacharel. 
  De acordo, com a Lei nº 13.639 também regulamenta as atribuições dos designers de interiores. Segundo a legislação, esse é o profissional que “[…] planeja e projeta espaços internos, visando ao conforto, à estética, à saúde e à segurança dos usuários”. Caso queira ler a lei na integra acesse o link: Lei n°13.639 .
   Mas o que fazemos? De acordo com a Lei n° 13.639, nos compete:

I - estudar, planejar e projetar ambientes internos existentes ou pré-configurados conforme os objetivos e as necessidades do cliente ou usuário, planejando e projetando o uso e a ocupação dos espaços de modo a otimizar o conforto, a estética, a saúde e a segurança de acordo com as normas técnicas de acessibilidade, de ergonomia e de conforto luminoso, térmico e acústico devidamente homologadas pelos órgãos competentes;
II - elaborar plantas, cortes, elevações, perspectivas e detalhamento de elementos não estruturais de espaços ou ambientes internos e ambientes externos contíguos aos interiores, desde que na especificidade do projeto de interiores;
III - planejar ambientes internos, permanentes ou não, inclusive especificando equipamento mobiliário, acessórios e materiais e providenciando orçamentos e instruções de instalação, respeitados os projetos elaborados e o direito autoral dos responsáveis técnicos habilitados;
IV - compatibilizar os seus projetos com as exigências legais e regulamentares relacionadas a segurança contra incêndio, saúde e meio ambiente;
V - selecionar e especificar cores, revestimentos e acabamentos;
VI - criar, desenhar e detalhar móveis e outros elementos de decoração e ambientação;
VII - assessorar nas compras e na contratação de pessoal, podendo responsabilizar-se diretamente por tais funções, inclusive no gerenciamento das obras afetas ao projeto de interiores e na fiscalização de cronogramas e fluxos de caixa, mediante prévio ajuste com o usuário dos serviços, assegurado a este o pleno direito à prestação de contas e a intervir para garantir a sua vontade;
VIII - propor interferências em espaços existentes ou pré-configurados, internos e externos contíguos aos interiores, desde que na especificidade do projeto de interiores, mediante aprovação e execução por profissional habilitado na forma da lei;
IX - prestar consultoria técnica em design de interiores;
X - desempenhar cargos e funções em entidades públicas e privadas relacionadas ao design de interiores;
XI - exercer o ensino e desenvolver pesquisas, experimentações e ensaios relativamente ao design de interiores;
XII - observar e estudar permanentemente o comportamento humano quanto ao uso dos espaços internos e preservar os aspectos sociais, culturais, estéticos e artísticos.